Info
Bah, se tem uma coisa que eu odeio é escrever esses infos idiotas. Definitivamente eu não sou do tipo de gente que consegue escrever algo curioso ou divertido aqui. Logo, se você não me conhece de verdade, dificilmente me conheceria por qualquer coisa que eu pudesse escrever aqui. Em todo o caso, tem o meu fotolog, que é uma coisa que geralmente as pessoas que não te conhecem lêem e acham que sabem tudo sobre a sua vida... Ou se vc quiser ver a minha cara, dá uma olhada lá.

Arquivos
Se eu fosse você, eu não procuraria ler o que está nesses arquivos, porque tem muita coisa aí que eu escrevia quando eu ainda era uma adolescente idiota. Não que eu ainda não seja idiota, mas só digo que eu não respondo mais pelas coisas escritas há 30 anos atrás.

2002
»Novembro
»Dezembro

2003
»Janeiro
»Fevereiro
»Março
»Abril
»Maio
»Junho
»Julho
»Agosto
»Setembro
»Outubro
»Novembro
»Dezembro

2004
»Janeiro
»Fevereiro
»Março
»Abril
»Maio
»Junho
»Julho
»Agosto
»Setembro
»Outubro
»Novembro
»Dezembro

2005
»Janeiro
»Fevereiro
»Março
»Abril
»Maio
»Junho
»Julho
»Agosto
»Setembro
»Outubro
»Novembro


Blogs
Naiah
Felipe
Ed
Appothekaryum
(não tem muita gente que faça blogs que valham a pena serem lidos hoje em dia.)

O layout e a imagem são toscos, mas fui eu que fiz. Se copiar, apanha.




Quinta-feira, Janeiro 26, 2006

primeiro post do ano, um mês depois do último...

vindo escrever, sem saber se deveria ou não.

não que eu tenha muitas coisas à dizer... pelo contrário... as coisas conspirariam mais para nào escrever do que para escrever, na verdade.
(eu tinha q perder essa minha recém adquirida mania de explicar o post antes de começá-lo simplesmente)




hoje é a minha formatura... da faculdade, cara!
e eu estou apavorada.
nào fiz nada do que tinha que fazer, nào arrumei as coisas que tinha que arrumar para estar "tudo certo" pra hoje à noite. por quê? porque eu simplesmente me sinto como se não estivesse preparada.

Toda a minha vida de criança/adolescente, eu tive concepções erradas de idades mais avançadas... Exemplo: com 13 anos, eu lia Capricho e achava o máximo as cartas das leitoras de 16 e 17 anos... Decidi então que o auge da minha vida seria quando eu pudesse dizer "Eu tenho 16/17 anos!!". Daí então, cheguei aos 16 e não achei grandes coisa... Completei 17, e daí? Concluí então que me equivocara... Eu achava que com 17 anos, eu seria bem mais independente, esperta e experiente do que eu realmente era.

Com 11 ou 12 anos, nas brincadeiras de meninas que se escreve o nome do menino com que se queria namorar, onde gostaria de morar e com quantos anos eu gostaria de casar, eu sempre colocava 22. Por quê? Porque era uma idade bonita... E porque eu acreditava que com 22 anos eu fosse muito mais "adulta" do que realmente sou.

Ainda, com 11 ou 12 anos, eu fui à formatura da faculdade do meu irmão mais velho. Era formatura militar, toda aquela seriedade e cerimônias de entrega de espada e etc... Meu irmão tinha então 22 anos, e eu o via como se ele tivesse 30. Engraçado como 2 ou 3 anos fazem diferença quando se é criança. Enfim... achei que quando uma pessoa se forma na faculdade, ela já é um adulto e isso envolveria todas as repsonsabilidades que meus pais tinham...

Ok, os anos se passaram... Eu fui uma adolescente madura para "assuntos sérios" ("Nossa, como a Ana consegue conversar sobre qualquer assunto como gente grande!") e inocente em algumas questões ("Só vou transar com o meu namorado depois de um ano de namoro."). E daí os anos se passaram e eu parei de amadurecer no lado sério, cresci no lado inocente e hoje me vejo, incrédula, com 22 anos. Se eu pudesse, diria agora mesmo "Peraí! Eu não tenho 22 não!!! Não passou esse tempo todo, passou?? Jura que não sou mais adolescente? Puxa...".
Não é que eu não aceite a minha idade... Mas o fato é que parece que dei um pulo dos 12 aos 19... Pois foi só aos 19 anos que eu posso dizer que comecei a amadurecer consideravelmente.

E então, tenho um sentimento de injustiça... "Não posso ter a cabeça que eu achava que teria com 17, agora aos 22! O que aconteceu com esses 5 anos??"

Bom... A questão é que em conversa com o meu irmão do meio, um dia desses, deu pra ouvir da boca dele a conclusão que já estava aqui há muito tempo.. "Ana, você parou. Amadureceu rápido e depois parou.". Caraca, é verdade! Eu acabei de dizer que os últimos 3 anos foram decisivos na minha maturidade de hoje. Mas caramba! O que eu fiz nesses anos, que uma outra pessoa qualquer fez, com a mesma idade que eu? Eu levo vida de adolescente... Morando na casa dos pais, comendo a comida feita pela mamãe, indo à faculdade todos os dias como se fosse o colégio, passando horas no telefone, recebendo mesada, levando bronca por deixar o quarto bagunçado... E então o sentimento que me invadiu agora foi o de injustiça MINHA... Comigo mesma.

Acho que eu não soube aproveitar cada ano com o que ele poderia oferecer de bom.

E agora, volto à realidade dos meus 22 anos, praticamente formada em Jornalismo. E daí que simplesmente nào sei o que fazer com isso. Na minha cabeça, esse era o ano em que eu deveria me casar (e estou longe disso, não tenho essa vontade na minha lista de prioridades para os próximos 3 anos pelo menos)... Na minha cabeça, como uma pessoa Formada, eu deveria ter uma casa, um emprego e um cachorro. Meus amigos me visitariam, levariam bebidas, beberíamos... Toda aquela coisa que se vê em filmes. E então, eu não tenho nada disso. Tenho uma vida de uma pessoa de 17 anos, com 5 anos em desvantagem.

O que fazer então? Como avançar 5 anos em 5 meses? 5, porque em julho é o prazo para eu "resolver a minha vida"... Sair de casa, arranjar um emprego, tomar cotna do meu nariz... Ter vida de gente grande, digamos assim.
Me animam as novas possibilidades... Principalmente a de "ter direito à vida que eu deveria ter agora". Mas o medo é que eu não saiba lidar com isso. Não sei se tenho coragem e maturidade suficientes para me adequar à isto.

Chego então à conclusão de que tenho medo. Assim como em várias fases da minha vida, há sempre algo à frente que me dê medo... Esse medo foi talvez o motivo para tantos retrocessos na minha vida... Tantas fases que foram vividas de formas "mais fáceis" porque eu tinha medo de fazer o que deveria fazer. O medo de sair de casa quando terminei o terceiro ano... Medo de me mudar para oitra cidade, onde nào conheceria ninguém... Medo de começar uma faculdade, para a qual, para chegar, deveria pegar 2 ônibus lotados, no calor. Caralho!

Hoje....
Hoje é a concretização do maior medo de todo jovem... Diploma na mão... A situação que deverei marcar de hoje em diante em qualquer formulário que assine, será "desempregado", no lugar de "estudante". Pressão psicológica, porque há uma convenção de que os pais só devem te sustentar até você terminar a faculdade e olhe lá. Dúvida se o curso que escolheu é o que gostaria de fazer mesmo. Necessidade de mudar de cidade para trabalhar na sua área. Possível necessidade de aceitar o primeiro emprego que lhe oferecerem, mesmo que não seja o que quer fazer. Aprender, errar, aprender....Arfe! Isso tudo me cansa antes mesmo de começar.

Dormir... É o que eu quero.

(tenho que dizer que jamais pretendi que esse texto chegasse onde chegou... comecei a escrever sobre outras coisas, totalmente despretensiosa... e realmente acredito que cheguei à conclusões que nunca tinha pensado antes, enquanto tava no bate-tecla. às vezes eu acho que quando começo a escrever nesse blog, um alter ego se apossa da minha consciência e daí saem essas coisas... enfim, depois o alter ego sai de cena e eu fico sem saber como terminar o que mal soube como pude escrever.)

ZanaZelda as 4:06 AM