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Bah, se tem uma coisa que eu odeio é escrever esses infos idiotas. Definitivamente eu não sou do tipo de gente que consegue escrever algo curioso ou divertido aqui. Logo, se você não me conhece de verdade, dificilmente me conheceria por qualquer coisa que eu pudesse escrever aqui. Em todo o caso, tem o meu fotolog, que é uma coisa que geralmente as pessoas que não te conhecem lêem e acham que sabem tudo sobre a sua vida... Ou se vc quiser ver a minha cara, dá uma olhada lá.

Arquivos
Se eu fosse você, eu não procuraria ler o que está nesses arquivos, porque tem muita coisa aí que eu escrevia quando eu ainda era uma adolescente idiota. Não que eu ainda não seja idiota, mas só digo que eu não respondo mais pelas coisas escritas há 30 anos atrás.

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(não tem muita gente que faça blogs que valham a pena serem lidos hoje em dia.)

O layout e a imagem são toscos, mas fui eu que fiz. Se copiar, apanha.


Sábado, Abril 30, 2005

Engraçado, mas parece que algo ou alguém anda querendo me dizer alguma coisa.
Ultimamente eu ando me deparando com várias coisas do meu passado. Coisas que me trazem lembranças, coisas que me fazem pensar em ontem e em hoje.

Quando me mudei, há quase 2 meses, tive que jogar muita coisa fora. Daí acabei tendo que mexer naqueles quilos e quilos de coisas guardadas que eu nem sabia que ainda existiam... Houveram coisas que não faziam o menor sentido serem guardadas - como todas as minhas provas do colégio na terceira e quarta série, o que eram um volume de papel enorme e pesado -, mas houveram aquelas que quase me fizeram chorar. A minha "caixa registradora" e o jogo "lince" , principalmente. Cara, a caixa registradora era um dos meus brinquedos preferidos... eu me divertida, digitando preços e abrindo a gavetinha pra dar troco de dinheiro de mentira, por horas e horas a fio. Já o Lince, me lembrou tanto a minha avó... a época em que ela sentava comigo e com o meu irmão no chão para jogar... Parece que foi há muito tempo, mas as recordações estão bem vivas na minha memória. Isso fez com que batesse uma saudade enorme daquela época; meus 7, 8 anos.

Ainda nas arrumações, encontrei meus cadernos da alfa. Vi que eu tinha dificuldade de escrever o "g" maiúsculo como a professora queria (porque as professoras impõe às crianças à desenhar as letras daquele jeito tão feio?). Comecei a rir, quando achei algumas redações da terceira série. Depois, foram as cadernetas do colégio! Gente, é o máximo achar isso! Cada série, cada ano, com a foto da idade que eu tinha. Eu nem lembrava da minha caderneta da primiera série. Uh!

Essa semana, chegou a minha mãe com duas caixas de papelão, dizendo "Ana, isso ainda estava no apartamento. Vê o que é, guarda, joga fora... sei lá". Eram as minhas Barbies e todos os seus apetrechos. A Naty estava comigo quando abrimos as caixas. Eram uma série de "Vaca!!! vc lembra dessa batata-frita, da lanchonete de cachorro-quente???".
Acabei varando a madrugada, montando cada móvel de plástico rosa, e vendo cada minúsculo acessório que tinha naquela caixa.

Então hoje, houve mais um episódio dessa história. Foi o reencontro com aquela que era a minha melhor amiga há 6 -recentes- anos. Nesse caso, foi ó prio reencontro; porque não era uma coisa e sim uma pessoa que tinha tantas lembranças quanto eu. Fico imaginando como ela se sentiu enquanto conversávamos, hoje. Notei que pairou um clima bem estranho durante os 5 minutos que conversamos. É muito estranho ter uma amiga, ser inseparável e um tempo depois, sem mais nem menos; sem que nenhuma das duas estivesse brigada com a outra, as duas se separam. E se vêem na rua algumas vezes nesse meio-tempo. Até que ficam frente a frente 6 anos depois, numa festa de criança.
Além das perguntas clichês que sempre são feitas quando não se vê alguém há muito tempo (começando por "e aí? o que vc tem feito da vida?"), não tivemos assunto. Nem poderia haver. Em 6 anos, as duas mudaram tanto, aconteceu tanta coisa na vida das duas, que soaria até falso se começássemos a conversar como antigamente ali naquela sala. Claro que mesmo que algumas mudanças tenham sido notáveis, tiveram as coisas que eu acabei pensando "gente, ela ainda faz isso desse jeito e bla bla bla... ela não mudou nada.".
Enfim... isso me incomodou, lá no fundo do meu coração. Não que eu fique triste por não tê-la mais como amiga, seria injusto com as amigas que eu tenho hoje e principalmente com as que eu consegui manter desde aquela época. Mas é triste pensar como o tempo pode afastar pessoas do jeito que eu me afastei dela. Até me questiono se essa amizade era tão forte assim, já que tenho amizades mais antigas, que continuam firmes e fortes até hoje, mesmo com a distância.



Bom... eu ando numa fase muito reflexiva. Vejo muitas coisas "não dando certo" na minha vida. Acabei criando um hábito de questionar tudo e todos. Então eu ainda estou buscando um sentido para que todas essas referências ao passado tenham surgido tão bruscamente na minha vida. Porque até agora, eu só consegui viver muitos momentos de nostalgia com isso tudo.

ZanaZelda as 11:55 PM
Segunda-feira, Abril 25, 2005

Coisas aleatórias que podem chamar a minha atenção para um homem:

Andar: Acho super importante. Acredito que a forma que a pessoa coloca os pés um na frente do outro, pode refletir muito da sua personalidade. Além disse, a maioria das pessoas não percebe, mas muito do charme de uma pessoa está na forma como ela anda. É claro que isso não é fator determinante no meu interesse por alguém; muitas vezes eu nem reparo nisso conscientemente, mas já houve casos de caras que me chamaram a atenção inicial unicamente pelo jeito que andavam. Esse é um fato que eu percebo até em mim mesma. Posturas e "andares" mais confiantes atraem bem mais olhares.

Cachorro: Não adianta. Eu adoro cães. Logo, definitivamente eles influem nos meus quesitos de aprovação dos caras. Assim como com o "andar", o fato de possuir ou não um cachorro (e gostar dele obviamente) não influencia diretamente nos meus interesses; mas cachorros sempre atraem a minha atenção. Se for uma raça diferente ou divertida - como São Bernardo, Dálmata e Shar-pei - então... Eu olho na hora (primeiro o cachorro e depois o cara). O jeito de lidar com o animal também é determinante. Há alguns personagens que admiro pelo simples fato de vê-los sempre contentes e serelepes com seus cães.

Mãe: A relação do filhote com a mamãe é smepre um capítulo que merece atenção na análise do indivíduo. Por exemplo; se o cara odeia a mãe; não quer vê-la nem pintada de ouro, é sinal de problema que requer investigação. Mas por outro lado, se o cara adora a comidinha da mamãe; idolatra a mamãe, carrega foto da mamãe na carteira, entre outras coisas, é melhor repensar. Caras muito ligados às mães costumam ser excessivamente mimados, infantis e têm problemas por nunca conseguirem encontrar uma mulher que seja "tão boa" quanto a mamãe.




Alguém conseguiu ler essas coisas idiotas sem vomitar? nuóssa!
ok, acho que ainda virá um segundo capítulo dessa coisa toda aí de cima.
pq ainda falta muita coisa aleatória pra lista.

ZanaZelda as 9:48 PM
Quarta-feira, Abril 13, 2005

eu odeio não conseguir cumprir todas as minhas tarefas.
aparentemente eu não ligo muito pras coisas q tenho que fazer, deixo pra última hora... mas é nessas horas que as minhas características de capricorniana falam mais alto. fico me sentindo super culpada por não ter feito alguma coisa.

arfeee
preciso resolver uns problemas, para que eu possa deixar de me preocupar com outros...
acho que só assim as coisas entram nos eixos.

e o tempo passa e eu não tomo decisão alguma.

ZanaZelda as 2:34 AM
Sábado, Abril 02, 2005

16 de fevereiro de 2005 - 3:10 da manhã (tendo que acordar às 6:00)

Não adianta... A madrugada é o momento do dia em que as minhas filosofias fluem, as melhores idéias surgem e a imaginação viaja pelos campos mais férteis.
Geralmente começa na mesa da cozinha, quando eu começo a viagem; começo a tentar organizar as idéias. Só uma tentativa, porque se eu me proponho a escrever - como agora - várias coisas se perdem e algumas outras surgem.
Mas eu andei pensando muito sobre a relação das pessoas, do mundo e do tempo com a minha vida.
É engraçado pensar que todas as pessoas que eu convivo e amo, já foram desconhecidos em algum momento da minha vida. E aí eu penso na quantidade de gente que já passei pela rua, já vi no supermercado ou numa festa, que podem vir a ser um dia meus grandes amigos.
O tempo é um cara muito louco que adora pregar peças em todo o mundo. Às vezes nós achamos -inusitadamente- que o nosso futuro está "certo"; fazemos planos; nos imaginamos em determinado lugar nas férias, com determinadas pessoas. E então o tempo passa e as coisas que acontecem são completamente diferentes do que se imaginou ser óbvio.
Isso aconteceu no carnaval passado. Filosofei bastante com um amiga; embasbacadas pelo fato de estarmos em um lugar que nunca pensamos em estar no carnaval, com pessoas que jamais imaginamos que sequer existissem.
É por isso que se me perguntarem aonde eu acho que vou estar daqui a um mês, um ano, dez anos; eu sou responder o que me parecer óbvio no momento. Mas aí daqui a um certo tempo, eu vou ler isso e pensar "Olha que idiota! Mal sabia ela que um mês depois... blá blá blá". (*ver observação no final).
Se eu for tentar pensar sobre o amor e o tempo e o tamanho do mundo então, eu enlouqueço (lembrando que essa divagação toda começou na mesa da cozinha, com o amor e a distância.)
Me dá muito medo pensar que o " amor da minha vida" pode estar no Paraná, no Amapá, no Acre! E se estiver na Botswana? Ou se por acaso for alguém que eu nunca notei? Pior! E se for alguém que eu conheço, mas nunca imaginei ter algum tipo de relacionamento?
Essa pessoa pode estar longe - ou pior: camuflada!
No momento, tudo o que eu quero é um "localizador de grandes amores". E pensando bem, um teletransporte também não é má idéia...

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(*) Obs.: Uns 3 dias depois do dia em que isso foi escrito, caiu uma barreira enorme atrás do meu prédio... prejucidando a estrutura... e adivinhem? um mês depois, eu estava morando em um outro prédio, que eu nunca imaginei que fosse ser a minha casa.
Obs2.: eu não costumo reler assim que termino de digitar... não tenho paciência mesmo... portanto, se tiver algum erro, desculpem-me.
Ob3.: eu nem gostei tanto desse texto, mas tem uma ou outra frase bem interessante pra mim.


ZanaZelda as 1:51 AM